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O poder da representatividade e do propósito de marca

O poder da representatividade e do propósito de marca

“O tempo todo?”. É com essa frase que começa um dos vídeos mais significativos que eu vi nos últimos tempos passeando pela minha timeline. Nele, três rapazes negros ficam surpresos ao verem o cartaz do filme Pantera Negra pela primeira vez. “É assim que as pessoas brancas se sentem o tempo todo!”, diz um deles enquanto o amigo abraça o pôster composto, majoritariamente, por atores também negros. Dá um play no vídeo pra entender melhor:

Sabe de onde vem essa alegria toda? Da sensação de representatividade.

Com certeza você já leu essa palavra por aí, mas já parou pra pensar na importância desse conceito? Representatividade vai muito além de apenas se ver na tela ou em um cartaz. Sua importância está no impacto cultural que ela gera, pois cada filme, série ou propaganda que assistimos, ajuda a moldar a maneira como vemos o mundo, quebrar estereótipos e a construir novas referências.

Os meninos do vídeo certamente já se cansaram de assistir representações de negros como escravos, serviçais, bandidos e afins. Agora, imagina ir ao cinema e dar de cara com um super-herói negro que também é o rei de um país africano altamente tecnológico. Não existe outra reação possível! É por isso que a representatividade importa: ela é a maneira mais efetiva de mudar o inconsciente coletivo e mostrar que minorias, sejam negros, mulheres, LGBTQ+, entre tantas outras, também podem (e devem) ocupar lugar de destaque na mídia e na sociedade, justamente por fazerem parte dela.

É num cenário de discussões como essa que surge a necessidade das marcas serem, agirem e se comunicarem de uma maneira diferente, colocando um propósito no centro da tomada de decisões. Porque muito mais do que qualidade, o consumidor busca cada vez mais bens e serviços comprometidos em impactar positivamente a cultura e a sociedade, se engajando em causas que reflitam suas crenças e que o representem.

E aí, como você vai se posicionar nesse momento de transformação?

Gisele Martins, designer na Porto Bureau

Porto Bureau
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